A reforma política que vem das ruas

Roosevelt Livre #17 traz para a praça o debate sobre quais mudanças são necessárias e quais os caminhos para conquistá-las. Dia 06 de novembro, às 19h

 

reforma politica manifestacaoNo discurso no qual celebrou a vitória sobre Aécio Neves, a presidenta Dilma apontou como um dos principais desafios para o país a realização de uma reforma política. Para ela, o caminho a ser seguido seria a convocação de um plebiscito no qual a população dissesse, através do voto, quais pontos deveriam ser reformados.

48 horas depois, a Câmara dos Deputados derrubou o decreto do governo que regulamentava os conselhos populares e mecanismos de participação social.

Além disso, parlamentares conservadores, já afirmavam que a sua reforma só ouviria a opinião popular depois do Congresso decidir sobre ela, apenas para referendá-la. Pra piorar, aceleraram a tramitação da PEC 352, que mantêm o financiamento privado e empresarial do sistema eleitoral, acaba com voto obrigatório, faz com que eleições municipais e gerais ocorram ao mesmo tempo, fazendo com que a população só vá as urnas a cada quatro anos, entre outros pontos. Ou seja: uma anti reforma.

Acreditamos que uma reforma política verdadeira será aquela que acabará com a influência do poder econômico sobre as eleições, que crie mais e novos mecanismos de participação direta da população, fortaleça posições ideológicas claras e que inclua novas gerações, e setores historicamente excluídos, na vida política do país.

Quais as mudanças no sistema político brasileiro são necessárias para alcançarmos esses e outros objetivos? Esse é o tema da roda de conversa do Roosevelt Livre #17. Para animar o debate estarão presentes Beatriz Tibiriça, do Coletivo Digital, Lira Alli, do Levante Popular da Juventude, Soninha Coelho, da Marcha Mundial das Mulheres e Thiago Desenzi, pesquisador da FESP.

O Roosevelt Livre é sempre às quintas, às 19h, na Praça Roosevelt. Você confirma presença pelo facebook, aqui.

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1 comentário

  1. Não vou conseguir ir, mas deixo aqui minha colaboração, quem sabe vocês vão compilando os pontos de uma boa reforma:
    1 – Cláusula de barreira para partidos novos/nanicos. Estabelecer uma porcentagem de votos obtidos a partir da qual o partido ganha financiamento, tempo de TV, possibilidade de disputar a eleição.
    2 – Separar a data das eleições para cargos executivos e legislativos. Do jeito que está hoje, só os cargos executivos ganham atenção. É preciso que todos entendam para que servem os cargos legislativos, como funcionam, que se qualifiquem os candidatos e o debate.
    3 – Acabar com a distorção da proporcionalidade dos Estados para Câmara. O voto paulista e o alagoano devem valer o mesmo.
    4 – Fim do financiamento empresarial de campanhas, com teto para doacões individuais.
    5 – Pensar em algum modo de coibir coligações unicamente utilitárias, realizadas para venda de tempo na TV.
    6 – Voto distrital mixto com aprovação do mandato após o segundo ano.
    7– Extinção do senado.
    8 – Fim do político profissional. A pessoa tem direito a 1 mandato, talvez re-eleição e depois deve cumprir um período de “querentena”, deve retornar à vida anterior, não ficar eternamente em cargo político.
    9 – Todos os candidatos devem ser obrigados a apresentar plano de governo até pelo menos 30 dias antes da eleição, enumerando suas principais propostas e como tais propostas sernao implantadas. Sem esse instrumento, como a população pode votar e como pode cobrar depois?

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