O que você pensa sobre a instalação de uma base da PM na Praça Roosevelt?

Este será o tema desta Quinta da Resistência na Roosevelt Livre, a partir das 19h, venha dar sua opinião!

Confirme presença aqui: http://on.fb.me/1tVyAZE
 
Presença da PM na Roosevelt tem como marca a repressão e a violênica

Presença da PM na Roosevelt tem como marca a repressão e a violênica

No próximo dia 30 de agosto, a Guarda Civil Metropolitana irá desocupar o quiosque onde atualmente funciona sua base. No lugar, está prevista a instalação de uma base da Polícia Militar.

 
Não houveram consultas públicas sobre qual deveria ser a destinação do espaço. Simplesmente apontaram: sai GCM, entra PM.
 
É isso que os usuários, moradores, comerciantes e a população de SP realmente querem? Venha responder a esta questão, nesta Quinta da Resistência na Roosevelt Livre, dia 28, 19h, na Praça Roosevelt.

Greenhalgh conversa sobre as prisões políticas de ontem e hoje

legNa próxima quinta-feira, 21 de agosto, às 19h, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh estará na Praça Roosevelt para discutir as prisões políticas. Defensor de Fábio Hideki, Greenhalgh foi também um dos mais ativos advogados de militantes que foram perseguidos e presos durante a ditadura militar no Brasil.

A roda de conversa faz parte da sétima edição da Quinta da Resistência na Roosevelt Livre, ocupação permanente da praça, sempre às quintas, às 19h. O evento no facebook está neste link: http://bitly.com/1oJnLuT

Em recente entrevista sobre a prisão de Hideki, Greenhalgh foi categórico: “É absolutamente ilegal”. Em sua opinião houve “uma conjugação de esforços e de sintonia entre o Ministério Público, o Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), a polícia e o governo do estado de São Paulo, que está sendo cobrado a tomar uma providência, a restabelecer a segurança, diante das manifestações. Tanto meu cliente quanto o Rafael acabaram sendo vítimas da necessidade que a polícia tinha de pegar alguém como exemplo, como bode expiatório, para dar uma satisfação em ano eleitoral”.

Fábio Hideki e Rafael Marques Lusvarghi foram presos no dia 23 de junho após participarem de manifestação na Avenida Paulista. Eles ficaram encarcerados por 46 dias e tiveram habeas corpus negado reiteradas vezes pela justiça, até que a perícia concluiu que os materiais que portavam não eram explosivos, como afirmavam o Ministério Público e a polícia.

Leia a entrevista de Luiz Eduardo Greenhalgh à Rede Brasil Atual sobre o caso.

Arte de Rua é o tema da Roosevelt Livre #6

foto-arte-de-rua-vcpracaDando sequência à proposta de ocupação do espaço público, na próxima Quinta da Resistência na Roosevelt Livre, o Coletivo Arrua leva para o debate, nesta sexta edição, o tema “arte de rua”. Para confirmar presença no evento no face clique aqui.

A partir das 19h, o jornalista Dafne Sampaio, autor de intervenções como “Você praça, eu acho graça. Você prédio eu acho tédio”, “reiOpixo” e “peso do mundo”, apresenta seu trabalho e conta sobre a inspiração para ocupar os muros da cidade.

Vamos falar também de mais um caso de violência policial: o assassinato de Alex Dalla Vecchia Costa e de Ailton dos Santos. Os dois conhecidos pichadores da cidade, foram executados pela Polícia Militar na madrugada de 31 de julho em um edifício na região da Móoca, na zona leste de São Paulo, quando provavelmente, se preparavam para mais uma intervenção.

Na sequência do debate, a partir das 20h30, será exibido o documentário “Pixo” de João Wainer e Roberto T. Oliveira, produzido pelo Sindicato Paralelo/Prodigo. O filme discute o impacto da pichação como fenômeno cultural na cidade de São Paulo e sua influência internacional como uma das principais correntes da Street Art. O filme participou da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2009) e da exposição Né dans la Rue (Nascido na Rua), da Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, em Paris. O documentário mostra a realidade dos pichadores, acompanha algumas ações, os conflitos com a polícia e mostra um outro olhar sobre algumas intervenções já muito exploradas pela mídia.

Se você quiser propor alguma ação ou atividade na Roosevelt Livre, clique aqui para ter acesso a agenda coletiva e compartilhada.

Assista ao trailer do documentário “Pixo”

Conheça a cartilha sobre a violência policial e desmilitarização

capa cartilhaEntre os dias 17 de maio e 07 de agosto, a campanha “Por que o senhor atirou em mim?” realizou o “Festival Contra a Violência Policial”. Foram realizadas uma série de atividades, como colagem de lambe lambe, debates, exibição de filmes entre outros.

O encerramento do festival, previsto com um grande show na Praça Roosevelt, foi impedido de ocorrer pela Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar, numa atitude autoritária e ilegal.

Apesar disso, um dos frutos deste processo foi a confecção de uma cartilha que discute o tema da violência no país, em particular aquela cometida pelas polícias. O material também trata da desmilitarização da PM e apresenta a campanha “Por que o senhor atirou em mim?”.

Baixe aqui a cartilha sobre violência policial e desmilitarização

Arrua e coletivos realizam ocupação permanente da Praça Roosevelt

Pseudo representação dos moradores da região da Roosevelt gostaria de ver a praça fechada

Pseudo representação dos moradores da região da Roosevelt gostaria de ver a praça fechada

Você sabia que tem gente que defende que a Praça Roosevelt seja cercada e trancada? Parece absurdo, mas é verdade, como você pode conferir no post ao lado, publicado no perfil do facebook da Polo Roosevelt, uma associação que pseudo representa os moradores da região da praça.

Contra as grades e principalmente em defesa dos espaços públicos, abertos, livres e desmilitarizados é que o Coletivo Arrua e outros grupos iniciaram o Roosevelt Livre, uma ocupação permanente da Praça Roosevelt, sempre às quintas, às 19 horas. A proposta é realizar rodas de conversa, música, oficinas abertas, desenvolvimento de projetos, ações lúdicas, apresentações artísticas ou o que mais der na telha.

Na mesma direção, os Advogados Ativistas, grupo de defensores que atuam no acompanhamento das manifestações de rua e na defesa de manifestantes e ativistas detidos pela polícia em condições ilegais, também propôs a ocupação da praça com atividades políticas e culturais, com nome “Quintas da Resistência”.

Com o objetivo de gerar sinergia entre as ações, foi criada uma agenda compartilhada de eventos, a chamada “Quintas da Resistência na Roosevelt Livre”, através de uma agenda coletiva, qualquer grupo propõe atividades na praça. Clique aqui para acessar a agenda.

Coletivo A Batata Precisa de Você contou a experiência deles na ocupação permanente do Largo da Batata

Coletivo A Batata Precisa de Você contou a experiência deles na ocupação permanente do Largo da Batata

No primeiro mês de Roosevelt Livre, muita coisa já aconteceu, teve roda de conversa sobre o direito à cidade, apresentação do coletivo A Batata Precisa de Você que ocupa todas às sextas o Largo da Batata em Pinheiros, na última quinta-feira (31/07), o arquiteto Luis Felipe Abbud apresentou pesquisa de sua autoria sobre o histórico arquitetônico da praça e sobre os grupos que a ocupam.

No Roosevelt Livre #5, o Arrua traz para o debate a pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública” realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e apresentada pela Thandara Santos, uma das coordenadoras do estudo. Antes da pesquisa, apresentamos também a mostra fotográfica “Piratas Urbanos”, do fotógrafo Sérgio Silva.

Você confirma presença no próximo evento aqui e curte a o perfil do Coletivo Arrua aqui.

Arrua no Conselho de Transportes

O Coletivo Arrua está participando do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, comigo (Bárbara Lopes) e com o André Esteves Cardozo de Mello, do CA XI de Agosto, na cadeira do centro expandido.

Amanhã, dia 30/7, haverá mais uma reunião do Conselho. Na pauta, uma apresentação do Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo sobre o Plano de Mobilidade Urbana. Mas há também um momento de Palavra Livre. A reunião é aberta para todos os interessados e vai ser das 8h30 às 11h na Biblioteca Mario de Andrade.

Apesar do pouco tempo, a nossa campanha para a eleição do Conselho foi um momento muito rico de conversas sobre a mobilidade em São Paulo, com a defesa do transporte público e da necessidade de transparência para desonerar esse custo da população. Nossa plataforma está aqui. Por isso, queríamos convidar a todas e todos para contribuir também com a nossa participação. Quer mandar um recado para a Secretaria de Transportes?

Na reunião passada, foi apresentado o plano para as ciclovias na cidade. Muitas já estão sendo executadas. Esta reunião de amanhã pode ser também um bom momento para dar um feedback sobre a implementação. O espaço do Conselho também é uma oportunidade para que os usuários possam opinar sobre a revisão das linhas de ônibus, que causou alguma confusão no começo – e agora, como está?

Convido todos para a reunião de amanhã e também para deixar nos comentários opiniões, reclamações e sugestões.

Coletivo Arrua no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito

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O direito à mobilidade depende de uma gestão democrática do transporte público. Vamos participar da eleição na etapa por regiões, pelo Centro Expandido, na chapa Bárbara Lopes e André Esteves Cardozo de Mello.

Local de votação: Câmara Municipal – Vd. Jacareí, 100
Sábado, 22 de fevereiro, das 8h30 às 12h 

O QUE DEFENDEMOS: 

Transporte é direito!

A mobilidade é necessária para garantir o acesso a outros direitos: saúde, educação, oportunidades, o direito à circulação e experimentação da cidade; direito ao lazer e cultura; direito à noite.

O Coletivo Arrua debate questões relacionadas à mobilidade desde o final de 2012. Entendemos que o transporte não pode ser encarado apenas como acesso ao trabalho ou à escola, mas como parte do direito à circulação e experimentação da cidade. Nesta perspectiva, a mobilidade é importante para garantir a realização de outros direitos, como direito à cultura, ao lazer – e também à noite! Pensando nisso, encabeçamos em 2013 a campanha Busão24h.

Em setembro de 2013, a prefeitura anuncia algumas linhas 24h, mas elas estão, em sua maioria, centralizadas. Acreditamos que as linhas devam contemplar todo o território do município, afinal, a noite e o lazer devem ser direitos garantidos à toda população paulistana.

Nossa Candidatura no Centro Expandido

No centro expandido, concentram-se as ofertas de trabalho e lazer de São Paulo. Além disso, em uma cidade com tais dimensões, o centro é também ponto de encontro para os que moram em diferentes regiões. Junto à descentralização de serviços e empresas, é fundamental defender o direito de toda a população circular pela região do centro expandido. Para isso, é necessária a defesa do transporte público com qualidade e acessível para toda a população.

Quem paga a conta?

Uma pesquisa realizada pela ANTP mostra que um quarto da população deixa de fazer alguma atividade no fim de semana por causa do transporte coletivo. Hoje a passagem é cara e tem muito peso na renda das famílias. Quem sustenta o sistema são justamente as pessoas que têm mais dependem do transporte público, especialmente trabalhadoras e trabalhadores informais, desempregados. É preciso ampliar as gratuidades e benefícios para os segmentos mais vulneráveis.

O financiamento deve ser progressivo, isto é, aqueles que ganham mais, contribuem mais. A política de subsídios ao transporte é uma forma de desonerar a população mais pobre e deve estar aliada a uma estrutura tributária como IPTU progressivo e a CID.

Transparência e participação

O financiamento deve ser aliado à transparência nas contas do sistema de transporte municipal. Dois pontos se destacam: uma auditoria externa, para verificar as contas; e a criação de uma empresa pública de transportes, que permita uma comparação com o serviço prestado por empresas privadas e que seja uma garantia de atendimento para a população.

A participação popular deve ser ampliada. O próprio Conselho Municipal de Transportes pode ter seu processo de eleição aprimorado, para garantir maior representatividade. Além disso, outros canais devem existir, que permitam a capilarização e regionalização dessa participação. Isso inclui uma ouvidoria forte, que dê respostas às reclamações dos usuários.

Transporte com dignidade

Além da eficiência no serviço, é preciso pensar no conforto e satisfação dos usuários. A falta de informações sobre linhas e horários é um dos entraves a uma melhor circulação. A maior parte dos pontos de ônibus não tem qualquer estrutura, nos pontos novos o uso publicitário se sobrepôs à necessidade de abrigar e informar a população, com acessibilidade para pessoas com deficiência. A qualificação dos pontos e dos veículos passa também por criar um ambiente mais seguro para as mulheres, constantemente vítimas de assédio. É preciso ampliar as campanhas de conscientização e incluir o tema na formação dos funcionários, para inibir a violência contra a mulher.

A melhoria da mobilidade também passa por entender a importância dos deslocamentos feitos a pé e de bicicleta. Ou seja, melhorar a situação nas calcadas, ciclofaixas e educação no trânsito para que motoristas respeitem pedestres e ciclistas. 

O CONSELHO

O Conselho Municipal de Transporte e Trânsito é órgão colegiado de caráter consultivo, propositivo e participativo em questões relacionadas às ações de mobilidade urbana executadas pela Secretaria Municipal de Transportes.

Foi instaurado pelo prefeito Fernando Haddad em julho de 2013 como resposta às manifestações que tomaram as ruas de São Paulo em junho-julho. Sua instituição é uma tentativa de garantir a participação popular na proposição de diretrizes destinadas ao planejamento e à aplicação de recursos destinados à melhoria da mobilidade urbana da cidade.

O CMTT é composto por 39 conselheiros: 13 representantes dos órgãos municipais, 13 representantes dos operadores dos serviços de transportes e 13 representantes da sociedade civil eleitos em votação direta pela população local.

As eleições para conselheiros representantes da sociedade civil ocorrerão nos próximos 2 sábados (15 e 22 de fevereiro). É um importante espaço de participação que foi aberto e a sociedade civil que deve ocupá-lo com propostas para avançarmos na política de mobilidade da nossa cidade. 

AS ELEIÇÕES

Regulamento

As eleições ocorrerão da seguinte forma:

Dia 15.02, sábado ocorreram eleições por segmentos temáticos. São elas: Meio Ambiente e Saúde; Juventude; Sindicato; ONG’s; Ciclistas; Pessoa com Defiência; Idoso; Movimento Estudantil Secundarista; Movimento Estudantil Universitário.

Dia 22.02, sábado ocorrerão eleições por região: Leste, Sul, Oeste, Norte e Centro Expandido.

Locais de Votação:

  • Região Leste – Subprefeitura Penha – Rua Candapuí, 492
  • Região Sul – Subprefeitura Penha – Rua Candapuí, 492
  • Região Oeste – Subprefeitura de Pinheiros – Av. Nações Unidas, 7123
  • Região Norte – Subprefeitura de Santana – Av. Tucuruvi, 808
  • Centro Expandido – Câmara Municipal – Vd. Jacareí, 100

É só chegar até 9h, participar da apresentação e discussão das chapas, assinar a ata (obrigatório apresentação do RG), receber sua cédula e votar. Todos participantes maiores de 16 anos tem direito ao voto.

Segue aqui regulamento completo: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/regulamento_das_eleies2_1392195439.pdf

As garantias que a Internet precisa para ser livre

Veja o infográfico sobre o Marco Civil da Internet

Você que lê este texto está conectado à internet. Ou, certamente, a maioria de quem teve, tem e terá contato com ele o fará por meio da rede. É possível que alguém imprima o texto, mas pouco provável. Isso significa que a informação que é trocada aqui é produzida, armazenada, consumida e reciclada em um ambiente digital, condição que se repete para uma quantidade imensurável de conteúdo.

Um fluxo de dados desse adquire uma importância tal para a estrutura da sociedade como um todo que demanda que uma série de dificuldades seja enfrentada. A garantia da privacidade do usuário é uma delas. Os dados sigilosos de pessoas que estão cadastradas em sistemas de bancos, de redes sociais, de uma loja online ou da Receita Federal não podem ser acessados por qualquer um, por razões óbvias.

No acórdão que derrubou a Lei de Imprensa (Lei nº 5250/67), criada na época do Presidente Costa e Silva, o ministro Carlos Ayres Britto do Supremo Tribunal Federal qualificou a Internet como um “território virtual livremente veiculador de ideias e opiniões, debates, notícias e tudo o mais que signifique plenitude de comunicação”. As manifestações que começaram com a reivindicação da redução das tarifas em todo o Brasil são o exemplo mais próximo e concreto da força que a web tem para mobilizar e organizar a sociedade civil.

As possibilidades que surgem para o fortalecimento de um regime democrático são várias, mas para isso acontecer é preciso a plena liberdade de expressão e, além dela, a garantia de que todos usuários possam ter acesso a tudo aquilo que é público sem precisar de alguma credencial ou pagar mais por isso. É esse o conceito de neutralidade da rede: a ideia de que não será prerrogativa das empresas — o qualquer outra entidade — que franquiam o acesso à Internet escolher o que o usuário poderá ou não acessar. Não poderão, por exemplo, fazer acordos com outras empresas como o Facebook e grandes veículos de imprensa para que o acesso a esses conteúdos sejam mais baratos do que outros. Um blog independente deve estar tão acessível quanto os portais das Organizações Globo.

No Congresso Nacional circula o projeto de lei nº 2.126/2011, conhecido como Marco Civil da Internet, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O projeto foi escrito colaborativamente por meio de um site, com participação ampla da sociedade organizada e garante a privacidade do usuário e a neutralidade da rede. Entretanto, sua votação já foi adiada algumas vezes e há pressão das empresas de telecomunicações no Legislativo para que o projeto seja alterado no sentido de fragilizar as garantias dos usuários.

Graças às recentes denúncias de que o governo dos Estados Unidos estavam espionando o governo brasileiro e empresas como a Petrobras, a presidenta Dilma Rousseff fez essa semana um pedido de urgência na votação do Marco Civil da Internet. O pedido foi aceito e agora a Câmara dos Deputados e o Senado terão, cada um, 45 dias para votar o projeto.

Internet tipo NET?!

tiponet_v3Por Everton Rodrigues e Rafael etc

A Internet nasceu livre e aberta. Apesar de pagarmos aos provedores pelo acesso, não temos limite (além dos estabelecidos em lei) sobre o que fazemos ou sobre o conteúdo que acessamos. O que fazemos na rede é mediado pelas mesmas regras a que estamos sujeitos em nossas relações presenciais. No entanto, aqui no Brasil, a Internet como conhecemos até agora está sob ataque.

Empresas de telecomunicações (Oi, Vivo, Tim, Claro, Globo, NET, Telefônica!?), trabalham, por meio de lobistas que atuam no Congresso Nacional, para modificar o projeto de lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/2011), elaborado com ampla participação da sociedade organizada.  Elas querem acabar com a neutralidade, que atualmente garante a liberdade de acesso a qualquer tipo conteúdo, e com a privacidade do usuário, o que permitiria que nossos dados pessoais sejam vendidos a terceiros.

Essas empresas querem que a nossa Internet seja tipo NET ou tipo Sky: anseiam que paguemos, não só pelo acesso, mas também, pelo tipo de conteúdo que queremos produzir ou acessar na web. Se isso acontecer, o que você poderá acessar, produzir e transmitir será limitado/filtrado pela empresa que fornece sua conexão. Por exemplo, poderemos assinar um plano que nos dará acesso mecanismos de busca e redes sociais, como o Google e o Facebook, mas não a serviços de transferência de arquivo peer to peer, como os torrents. Pagaríamos, dessa forma, um valor específico de acordo com o tipo de uso que queremos fazer da rede – da mesma forma que funcionam os pacotes de TV a cabo.

As mobilizações que vêm tomando as ruas e a Internet desde junho nos mostraram que as pessoas querem exercer seu direito de protestar. Uma quantidade enorme de pessoas foi atingida por essa onda graças à liberdade de acessar e transmitir informações por meio da Internet. Por isso, é de extrema importância que a nossa luta defenda a neutralidade e a privacidade na rede. Sem neutralidade, não poderemos acessar ou transmitir livremente qualquer conteúdo. Sem privacidade, seremos eternamente vigiados por entidades motivadas por interesses comerciais e políticos.

Eles poderão frustrar todas as redes e movimentos sociais que conseguem se articular melhor graças a Internet. Não vamos permitir que ela deixe de ser um território de livre circulação! Participe da “Intervenção: pelo Marco Civil da Internet, Já!”, na próxima segunda-feira (02/09).

Veja aqui o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/524457530968209/?fref=ts

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Leia também a entrevista de Sérgio Amadeu: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/86/a-liberdade-e-coletiva-4592.html